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Blog da Eliane Sinhasique


Quero muito!

            Quero morar numa cidade onde todos os muros sejam baixos, pintados de branco. Quero cercas vivas.

Quero morar numa casa sem grades nas janelas. Quero uma residência sem cerca elétrica, sem cachorros bravos que até nos estranham.

            Quero flores. Muitas flores para enfeitar e perfumar nossos bairros e ruas. Quero plantinhas em ornamentados vasinhos nas janelas.

            Quero colocar a cadeira de balanço na varanda e acompanhar o entardecer falando amenidades com meus vizinhos.

            Quero, com esses mesmos vizinhos, me juntar e ajudar a colocar tijolos na minha rua. Não quero nada de graça. Quero colaborar com o prefeito e colocar a mão na massa.

            Quero aproveitar as noites de verão e os finais de semana pintando minhas paredes com cores fortes e vibrantes.

Quero um mutirão familiar cozinhando, conversando e arrumando a horta no fundo do quintal.

Quero as receitas caseiras de minha mãe para curar aquela cólica que insiste em me visitar mensalmente.

Quero gastar litros de tinta guache pintando com meus filhos caixas de papelão.

Quero ter tempo de ir ao cinema ou de simplesmente acompanhar uma novela na TV.

Quero minhas contas em dia e jamais ter que pedir um empréstimo.

Quero poder comprar brinquedos, para meus filhos, sem me preocupar se é 12 de outubro.

Quero mais tempo estudando e preparando aulas fabulosas para encantar meus alunos. Quero encantar mais e mais pessoas com o meu riso aberto e com minha energia positiva lá encima.

Quero um amor pleno, sem competições e mesquinharias. Simplesmente amar porque é bom ser amada.

Quero dormir e acordar sem cobradores na porta, sem pedintes se lamentando de sua própria sorte.

Quero bons amigos. Amigos do papo sobre política, amigos para a cervejada, amigos para trocar experiências, amigos para as piadas, amigos para o que der e vier.

Quero mais tempo para discutir as relações humanas. Tempo para debater a reforma moral, tempo para responder todas as mensagens que recebo.

Quero mais notícias sobre o desenvolvimento das cidades e dos seres humanos. Quero o fim da corrupção. Quero meus impostos bem aplicados. Quero atitude.

Quero a continuidade de minha voz, alta e forte, se propagando pelas ondas sonoras da 93 FM. Quero com isso, elevar a auto estima das pessoas.

Quero, principalmente, não perder a capacidade de sonhar.

Eliane Sinhasique é jornalista, radialista e publicitária.

 

           



Escrito por sinhasique às 14h16
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Carta (original) para Renato Aragão (escrita por mim, é claro!)

CARTA ABERTA PARA RENATO ARAGÃO

 

Rio Branco, Ac – 23 de agosto de 2007

 

Querido Didi,

 

Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu nome para colar nas correspondências). Achei que as cartas não deveriam sem endereçadas à mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta.

 

Não foi por "algum" motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos). Você diz, em sua última carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.   

 

Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula. A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da família. Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não mata ninguém. Estudei na escola da zona rural, fiz supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária. Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos impostos embutidos em cada alimento, em cada produto que preciso comprar para minha família.

 

Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem. Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais. O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa dinheirama toda, não tem a educação como prioridade. O dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal. Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda?

 

Você diz em sua carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele é "o cara". Ele tem a chave do cofre. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

 

No último parágrafo da sua carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da "minha" doação, que a "minha" doação faz toda a diferença. Lamento discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias.

 

Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar. Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família. Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.

 

Outra coisa Didi, mande uma carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os professores. Só escolher quem de fato tem vocação para o ensino. Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação. Peça para ele, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam, além de ler, escrever e fazer contas, desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.

 

Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando...  

Eliane Sinhasique

Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari 

P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal educada: vou rasgá-la antes de abrir.



Escrito por sinhasique às 00h34
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NOva etapa de vida!

Olá!

Estou começando um blog. Aqui quero compartilhar, com todo mundo, meus artigos jornalísticos, a carta para o Didi (que ainda causa grande impacto), minhas aulas, minhas impressões de mundo e dos seres humanos.

Acredito que vocês vão gostar. Assim espero!



Escrito por sinhasique às 00h31
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