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Blog da Eliane Sinhasique


Publicado em 12/11/2010

O crime compensa

 

            A Previdência Social Brasileira é uma mãe.

         Quando um trabalhador comum, se machuca, sofre um acidente e precisa parar de trabalhar, ele ganha um salário mínimo.

         Uma mulher, quando tem um bebê, também ganha um salário mínimo durante um período de amamentação.

         Enquanto isso, os dependentes dos presos, por qualquer crime, podem requerer à seguradora do trabalhador brasileiro, o auxílio reclusão no valor de R$ 810,18 (oitocentos e dez reais e dezoito centavos) enquanto o cidadão infrator estiver na penal.

         Isso não é ficção.

         É real e pode ser constatado na página da internet: http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=22

         O auxílio-reclusão é um benefício devido aos dependentes do segurado recolhido à prisão, durante o período em que estiver preso sob regime fechado ou semi-aberto. Só não cabe concessão de auxílio-reclusão aos dependentes do segurado que estiver em livramento condicional ou cumprindo pena em regime aberto.

         Para a concessão do benefício, são exigidos alguns requisitos:

- o segurado que tiver sido preso não poderá estar recebendo salário da empresa na qual trabalhava, nem estar em gozo de auxílio-doença, aposentadoria ou abono de permanência em serviço;

- o último salário-de-contribuição do segurado (vigente na data do recolhimento à prisão ou na data do afastamento do trabalho ou cessação das contribuições), tomado em seu valor mensal, deverá ser igual a R$ 810,18 desde primeiro de janeiro de 2010, independentemente da quantidade de contratos e de atividades exercidas.

         Ou seja, o preso poderia até ganhar mais, mas sua prisão beneficiará cada um de seus dependentes com um salário de R$ 810,18!

         Se um trabalhador cometer um crime, por exemplo, e tiver uma mulher e dois filhos menores e mais um irmão que dependa dele, essa família irá embolsar mensalmente R$ 3.240,72.

         Quem disse que o crime não compensa???

         Enquanto o trabalhador criminoso fica preso com direito a alimentação, visitas íntimas, não paga aluguel, água, luz e impostos, sua família fica muito bem, com um salário até melhor do que quando o trabalhador estava trabalhando 8 horas por dia.

         É uma vergonha!

         Onde já se viu tantos benefícios para quem comete um crime?

         Infelizmente, a mesma previdência brasileira não dá benefício algum para os dependentes das vítimas. É uma verdadeira inversão de valores. Os filhos dos que foram assassinados podem cair na criminalidade enquanto se paga para os filhos dos criminosos não incorrerem no mesmo erro.

                Isso é, no mínimo, uma injustiça social e as organizações dos Direito Humanos nada fazem, nada dizem, só agem em benefício dos criminosos. Acordem!

 

 



Escrito por Eliane Sinhasique às 15h30
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19/11/2010 - Publicado

Sofro perseguição!

 

         Agora, e só agora, eu sei o que é sofrer perseguição.

         Quando encampei a luta por melhorias na distribuição de energia no Acre eu não sabia o que era perseguição.

         Quando coloquei a boca no microfone da 93,3 FM para reclamar dos péssimos serviços e para mobilizar a população para esse debate, necessário, sobre a questão energética, eu não sabia o que era perseguição.

         Quando participei de uma audiência pública com a diretoria da Aneel - agência reguladora das distribuidoras de energia elétrica - e falei em nome da população que sofre prejuízos com as interrupções de energia, eu não sabia o que era perseguição.

         Quando fui à Brasília, ao Ministério das Minas e Energia, para uma audiência junto com a bancada federal acreana e apresentei vários casos de irregularidades nas cobranças da conta de luz, eu não sabia o que era perseguição.

         Agora eu sei o que é perseguição porque estou sofrendo na pele o que é encampar uma luta como essa.

         Recebi a visita dos fiscais terceirizados da Eletrobrás Acre. Eles não constataram nenhum gato mas, condenaram minha instalação elétrica.

         Primeiro me pediram para colocar a caixa de passagem dos fios para o lado de fora do muro. Só depois disso é que trocariam meu relógio contador por um novo, digital. Chamei o eletricista e o pedreiro e o serviço foi feito.

         Depois de vários dias pedindo para que eles viessem fazer a troca do relógio, para minha surpresa, eles também condenaram a fiação que vinha do poste de forma subterrânea. Me “orientaram” a tirar toda a fiação e colocar por via aérea. Além de ter ficado feio, gastei uma boa grana que não estava no meu orçamento.

         Esse procedimento todo demorou quase dois meses!

         Com calma e paciência e tratando muito bem a equipe, concluímos o serviço. Tive apenas uma redução de R$ 15,00 na minha conta de luz.

         Depois disso estou me deparando com um outro inconveniente. Minha conta de luz, há dois meses, não chega na minha caixa de correio, que fica ao lado do contador de energia.

         Só pode ser a tal da perseguição!

         Moro no meu atual endereço há mais de 11 anos e nunca, nunca uma conta de energia deixou de ser entregue!

         Todos os meus vizinhos estão recebendo suas contas normalmente e só a minha não aparece. Como não tenho tempo sobrando, demoro a ir ao escritório da empresa para pegar a segunda via. Com isso estou atrasando os pagamentos e, obviamente, pagando mais caro com juros e multas por atraso. Chega!

         Só ontem descobri que posso puxar pela internet a segunda via da conta. Tudo bem, vou utilizar esse recurso mas é uma puta sacanagem não colocarem minha conta na caixa do correio.

         Isso é ou não é perseguição??? Para esses casos existe o número 167 da Aneel.

         Mas não será esse tipo de coisa que irá me intimidar. Sempre denunciarei e reclamarei dos serviços da Eletrobrás Acre enquanto essa empresa não respeitar o consumidor acreano.

 



Escrito por Eliane Sinhasique às 15h29
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